sábado, 11 de abril de 2009


Deixem-me ser um poema!
deixem-me ser todo eu um livro;
queria ser todo eu algo escrito,
algo para dizer ou ser dito!
queria ser todo eu um poema
para num livro à tua cabeceira pousar,
sentir-me ser lido
e nas tuas mãos versejar.
deixem-me ser um poema!
se o livro que desejo ser,
em livro um dia se tornar,
que seja o livro do livro lido
por todos os que precisam de amar...
sou assim, o poema desta manhã,
as palavras desta tarde
e os sons desta noite;
sou a manhã deste poema
e a tarde destas mesmas palavras,
a noite dos sons do fogo que arde...
sinto assim a sua fragrância,
numa ânsiade palavra dita
ou mesmo de palavra escrita...
sinto o odor do poema versejado,
ouvido,
relido,
mirado,
querido
ou até mesmo...
odiado...
sinto o cheiro da palavra que escrevo
ou da palavra que leio...
sinto o poema dentro de mim
com a manhã a nascer em ti
ouvindo a tarde adormecer
na noite do teu sonho de prazer...
sinto-me poema...
sinto-me palavra...
sinto-me viver...
deixa-me ouvir...
deixa-me ler...
porque não quero sentir a dureza do insulto
que o silêncio em mim provoca...
não quero ouvir os gritos lancinantes
dum silêncio que tanto me choca...
quero ouvir as palavras ditas...
quero ler as palavras escritas...
quero ouvir os sons que elas me trazem...
quero ler as tonalidades que elas fazem...
quero sentir o impacto do dito...
quero sentir o embate do grito...
não quero ler a palavra não escrita...
não quero ouvir o silêncio do livro vazio...
não quero escutar o silêncio do não dito...
quero sentir a pureza da voz
que a palavra escrita me traz...
quero sentir o estrondo do grito
que a palavra dita me faz...
quero sentir que és...
quero sentir que estás...
quero sentir as palavra
se quero os livros com elas gravadas!...
deixem-me ser um poema!...
escrevo assim
o poema desta manhã
com as palavras da tua tarde
e os sons da nossa noite,
e, se a noite chegar,
sem que a manhã tenha surgido,
não tenhas receio,
não tenhas medo,
porque mesmo assim eu te leio...

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Chora Jaraguá


A Livro Lido inicia os encontros de 2009 com o "Chora Jaraguá" comemorando seus 13 anos de existencia e 1 ano em Maceió.
Quinta Feira - 09/04/2009 - à Partir das 17:00h.
R$2,00 couvert artistico

Abertura com Bruno Ribeiro: "Falando de Música"

Nasceu em Maceió, em 22 de agosto de 1980. É Poeta, formado em Letras pela Universidade Federal de Alagoas, e mestre em Estudos Literários pela mesma universidade. Atualmente, é professor da rede estadual de ensino de Alagoas.

Grupo "Chorinho no Sebo"

Bandolim: Wellington Pinheiro
Violão: Manga de Eixo
Cavaquinho: Edimilson
Pandeiro: Alex
Surdo: Clovis

Livro Lido
Rua Sá e Albuquerque, 390
Jaraguá
Maceió - AL
(82) 3221-2790

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009


29.10.2008 - 16h02
Hábito de ler tem progressos em Maceió
Graças ao empenho de amantes dos livros, Maceió recebe espaços culturais que estimulam a leitura na população
Gazetaweb - com colaboração de Wanessa Oliveira




O Sebo Livro Lido conta com apresentações culturais constantes (Foto: Wanessa Oliveira) Trabalhar com livros é considerado um verdadeiro desafio em um estado onde o analfabetismo funcional atinge 75% das pessoas. Quem tem interesse em disseminar cultura se esbarra continuamente na precarização de recursos voltados à leitura, no encarecimento constante das obras e em sua conseqüente carência de público. Neste Dia Nacional do Livro e da Biblioteca, Alagoas começa a comemorar um pequeno salto, através de iniciativas que posicionam as obras literárias entre as fontes de lazer de jovens, adultos, idosos e crianças. A livreira Andressa Maria Banet, e seu esposo, Denizard Reis, são um bom exemplo de que a vontade de disseminar o sabor pelas artes em geral e, em especial, pelos livros, pode render impactos positivos, mesmo em uma região pouco desenvolvida. Naturais de Curitiba, onde possuíam o Sebo Livro Lido há mais de 12 anos, o casal decidiu trazer a idéia para a capital alagoana. “Viemos para Maceió e nos encantamos. Fechamos a Livro Lido em Curitiba e decidimos abrir o sebo aqui”, conta Andressa, acrescentando que escolheu o histórico bairro do Jaraguá para instalar o empreendimento. “Sabemos que o Jaraguá é famoso para os turistas, em especial para a programação noturna. Decidimos quebrar esta barreira, apostando também no diurno”, conta. Há seis meses instalado, Andressa considera que o sebo Livro Lido ainda está em “fase de estabilização”, embora já tenha reunido freqüentadores assíduos, graças aos constantes eventos que atraem cada vez mais adeptos. “A idéia era exatamente essa: criar um espaço cultural, com uma cafeteria, lanchonete, que houvesse constantemente saraus, discussões sobre autores e diversos eventos desse tipo. E a resposta dos clientes foi bem satisfatória, eles mostraram que precisavam disso”, explicou. A Livro Lido já agenda outro evento regado à arte, música e melhor conhecimento de autores célebres. “Nosso último evento, no dia 18 de outubro, teve a participação do poeta Nilton Resende, que falou sobre Lygia Fagundes Telles; e o maestro Luiz Martins, com voz e violão. Já agora, no dia 8 de novembro, teremos Bruno Ribeiro falando sobre Zeca Baleiro e Itamar Assumpção, além da exposição do artista Kiko Oliveira”. O evento tem entrada franca. Para Andressa, a atração de novos leitores é diretamente ligada ao ambiente disponibilizado para uma boa leitura, os eventos que atraem pessoas às estantes da Livro Lido, e ao próprio preço do livro mais acessível. “Também acredito que precisa haver muito mais incentivo e apoio governamental, talvez mais estímulo por parte do Ministério da Cultura”.

o Que é um Sebo?


Os primeiros sebos surgiram na Europa do século XVI, quando os mercadores começaram a vender aos pesquisadores papiros e documentos importantes da época.
O nome sebo ,foi designado quando ainda não existia energia elétrica e as pessoas liam os livros à luz de velas. Essas velas acabavam sujando e engordurando os livros, que tornavam-se livros ensebados consequentemente seu local de venda "Sebos"a palavra sebo tornou-se, no Brasil, a forma vulgarizada para designar uma livraria onde se vendem livros usados e raros. O local pode ser, também, uma banca de jornal ou um simples calçadão. Nos dias de hoje, eles também podem ser encontrados em endereços na internet. Em Alagoas ainda é utilizado o termo "Alfarrábio" para designar livros antigos.
Hoje os Sebos estao reformulados e passaram a oferecer mais que um local desarrumado onde são vendidos livros velhos e desgastados, aqui na Livro Lido, por exemplo, somos um espaço cultural onde ha encontros literarios, recitais de poesia, musica e teatro.

Historia do papel:


Foi no ano 105, da era cristã, oficialmente, que se utilizou o papel pela primeira vez, embora ainda não fosse exatamente o papel como hoje é conhecido. O processo de fabricação era todo artesanal, mas supria as necessidades da época.
Fabricado pela primeira vez na China, por Ts'Ai Lun que fragmentou em uma tina com água, cascas de amoreira, pedaços de bambu, rami, redes de pescar, roupas usadas e cal para ajudar no desfibramento.
Na pasta formada, submergiu uma forma de madeira revestida por um fino tecido de seda - a forma manual - como seria conhecida. Esta forma coberta de pasta era retirada da tina e com a água escorrendo, deixava sobre a tela uma fina folha que era removida e estendida sobre uma mesa.
Esta operação era repetida e as novas folhas eram colocadas sobre as anteriores, separadas por algum material; as folhas então eram prensadas para perder mais água e posteriormente colocadas uma a uma, em muros aquecidos para a secagem Já o 1º papel feito no Brasil foi no Rio de Janeiro, em 16 de novembro de 1809.

O primeiro livro:


O primeiro livro de que se tem notícia é “Diamond Sutra”, uma coletânea de textos budistas que os chineses teriam produzido em 868 d.C. A técnica ainda era rudimentar, consistia em entalhar letras em bloquinhos de madeira e depois decalcá-las sobre o papel.
A Bíblia de Gutenberg, no entanto, é considerada o primeiro livro impresso da história. Finalizada por volta de 1455 pelo alemão Johannes Gutenberg, o inventor da prensa tipográfica, era uma cópia em latim de um exemplar de 380 d.C.

Como definir a rariade de um livro:




Definir um livro raro apenas pela sua antiguidade não é o suficiente.O conceito é muito mais abrangente;uma obra pode ser rara:
em virtude das características estabelecidas por fontes bibliográficas;
ser o único em relação aos exemplares do mundo;
estar dentro de um limite histórico ou ainda
apresentar aspectos diferenciados como papel, gravuras, encadernação e tiragem.